Amanda Misturini, 1999, vive e trabalha em Canoas, Brasil.
Investiga o resíduo plástico como materialidade e poética, explorando tanto sua condição de lixo e matéria descartada, quanto suas possibilidades de metamorfose e ressignificação. Trabalha principalmente com processos de transformação por meio derretimento com soprador térmico e forno doméstico.
É mestranda em Poéticas Visuais - PPGAV/IA-UFRGS, Linha de Pesquisa: Espaços e Mídias e colaboradora no grupo de pesquisa Paisagem cultural: entre inovação e preservação (PPGAV-IA/UFRGS) e do Programa de Extensão Histórias e Práticas Artísticas (PEHPA-PPGAV-IA/UFRGS).
FORMAÇÃO
2025 - 2027
Mestrado em Poéticas Visuais
PPGAV-IA/UFRGS
2018 - 2022
Bacharelado em Artes Visuais
UFRGS
2026
Encontros e Metamorfoses
Pinacoteca da AJURIS, Porto Alegre/RS
Poéticas do Antropoceno
Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Porto Alegre/RS
2025
Precipitar o tempo
Espaço de Artes UFCSPA, Porto Alegre/RS
POA PÓPI ÃPI
Casa Amarela, Porto Alegre/RS
Poéticas de Formação
Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Porto Alegre/RS
exposições coletivas
Minha prática artística parte da coleta e manipulação de resíduos plásticos, com foco em processos de transformação por meio do calor. Utilizo ferramentas como soprador térmico, ferro de passar roupa e o forno doméstico para derreter e fundir esses materiais, explorando suas transformações, tanto de forma quanto textura. O trabalho se desenvolve a partir da exploração direta com a materialidade do plástico, incorporando novas formas de experimentação, como a fotografia de detalhes do processo de derretimento, as esculturas estruturadas com arame e, ainda, a arte sonora, embalada por caminhadas contemplativas e a coleta de lixo em meio às paisagens naturais.
Investigo o resíduo plástico como uma materialidade e símbolo de consumo e excesso, de uma persistência quase indestrutível, que invadiu não somente nosso sistema terrestre, nosso organismo, nossa alimentação e o nosso dia a dia, como também nosso imaginário. O material plástico é um vestígio do cotidiano que atravessa minha produção artística e poética, ao deslocá-lo de sua condição de lixo para um território de transformação poética.